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Semana 06 A ESSÊNCIA DO DISCIPULADOR! Ser exemplo!

Semana 06 A ESSÊNCIA DO DISCIPULADOR! Ser exemplo!

A ESSÊNCIA DO DISCIPULADOR!
Ser exemplo!
No processo de discipulado, o Mestre precisa conquistar a confiança do discípulo através de um comportamento sobrenatural diante das circunstâncias da vida. Essa postura do discipulador promove admiração e respeito no discípulo, o qual se dispõe voluntariamente a obedecer. Pela narrativa de Mateus 14.13-21, sobre a primeira multiplicação de pães e peixes, temos a possibilidade de fazer um raio X da pessoa que se dispõe a obedecer e se tornar um discipulador. Lembre-se que discipular pessoas é uma ordem imperativa de Jesus! 
Quando Pedro teve o seu primeiro contato com Jesus (Lucas 05), provavelmente já o conhecia de ouvir falar devido à sua fama que percorria por toda Judéia, devido aos milagres, libertações e ensinamentos por Ele produzidos, os quais mostravam uma comunhão íntima com o Pai. Isso gabaritou Jesus a ser admirado, respeitado e obedecido. Assim também funciona nos dias atuais, todos os discipuladores precisam com suas vidas e obras demonstrar que estão em intimidade com Deus, ainda que os dons sejam diferentes de uma pessoa para outra, mas o caráter modelado pela intimidade com o Pai qualifica eventuais discipuladores. Observando Jesus dentro do contexto da multiplicação dos pães, podemos detectar os traços da essência do discipulador:
Não são pessoas centradas em si mesmas. “... Jesus retirou-se...” (13). Discipular pessoas nasce de uma autonegação. Jesus havia acabado de receber a notícia que seu primo, João Batista, havia sido degolado por Herodes (14.12) e, certamente isso mexeu com o seu emocional, a ponto de impregnar Nele o desejo de ficar sozinho. Ele vai para um lugar deserto em Betsaida – um lugar inóspito e propício para quem desejasse isolamento e solidão. Provavelmente, queria chorar, então criou os mecanismos necessários para o isolamento: retirou-se de barco para um lugar deserto... Como estão seus sentimentos? Isso não lhe importa, pois não curte a sua dor, e se ocupa em cuidar das necessidades das pessoas. Se a tristeza não move suas ações a ponto de ser insensível à multidão ao seu redor, também as alegrias não o embriagam. Alguns momentos atrás seus discípulos haviam voltado de uma missão e contaram entusiasmados os resultados obtidos na cura de enfermos e libertação de endemoninhados (Marcos 6.30) – seus pupilos estavam empolgados e acredito que Ele também ficou contente com os resultados, mas a sua alegria não tem poder para fazê-lo desprezar as necessidades dos outros. Pessoas, centradas em si mesmas, se empolgam com suas conquistas e se abatem com suas perdas, de tal maneira que a necessidade de outras pessoas passa despercebida, ou quando notada é desprezada. Afinal, tais pessoas estão focadas em suas emoções e vontades, tentando suprir suas necessidades, resolver seus problemas e curtir suas conquistas – elas não discipulam ninguém.
São pessoas que resolvem problemas dos outros. No começo daquele dia havia uma multidão de doentes à espera de cura e o Mestre poderia ter se desincumbido da função delegando-a aos seus discípulos, afinal eles sabiam curar enfermos e expulsar demônios (Marcos 6.12). No final daquela tarde, havia uma multidão faminta, mas feliz (haviam sido curados e libertos) e Jesus poderia mandá-los embora de estômago vazio e não haveria problema algum, pois eles haviam recebido o que buscavam. Todavia, Jesus não se livrou da multidão, nem de manhã e nem de noite. Antes resolveu os problemas deles!
São pessoas que têm compaixão. “... teve compaixão deles...” (Vs.14). Esse é o maior traço de caráter do verdadeiro discipulador: esquecer sua própria dor e movido pela compaixão ter piedade dos outros. Provavelmente, a dor de Jesus era maior do que a dor de muitas daquelas pessoas que ali estavam (pelo menos era maior do que a fome produzida por um dia sem comer), mas Ele olhou a necessidade da multidão. Se pensasse em si mesmo, teria raiva daquela gente egoísta que nem respeitava o seu luto, pois sabendo onde ele estava e interessados no que ele poderia lhes fazer, não se importavam com aquele homem cujo primo havia sido morto algumas horas atrás! A palavra grega para compaixão é a mesma de intestino. Na antiguidade, supunha-se que o intestino era a sede das emoções (hoje é o coração). A raiz dessa palavra indica amor, simpatia, afeição e misericórdia, daí dizer que a pessoa derramou o coração... Naquela época dizer-se-ia que correu para o banheiro... Existem pessoas que até possuem boas ações, mas com intenções egoístas, todavia a compaixão inibe às boas ações com motivações egoístas, como por exemplo, a promoção pessoal.
São pessoas que fazem mais do que é preciso. “... Deem-lhes vocês algo para comer” (Vs. 16). Como já foi dito anteriormente, Jesus faz mais do que o esperado, pois o discipulador olha as necessidades além do que é pedido. Ninguém estava preocupado com comida, pois o que queriam eram os milagres e os tiveram. Se Jesus atende os discípulos, e se livra da multidão (veja o verso 15) ninguém ficaria chateado porque haviam sido curados e libertos. Então percebemos que o discipulado não pode ser entendido como uma obrigação ministerial dos crentes, antes um ato de amor e compaixão, movido pelas necessidades espirituais de outras pessoas.
São pessoas que amam os imperfeitos. “... eles não precisam ir...” (Vs. 16). Jesus tinha o desejo de ter por perto as pessoas, mesmo que elas fossem egoístas e interesseiras. Ali estavam os necessitados, doentes e famintos, os quais não poderiam oferecer nada a Jesus, pelo contrário, apenas iriam extrair Dele o que pudessem, mais ainda assim, Jesus os queria por perto. Depois de um dia inteiro de pregações, exorcismo e cura, a maioria das pessoas gostaria de um banho e cama quente, mas Jesus está disposto a cuidar das pessoas e multiplica pães e peixes para alimentá-las. O verdadeiro discipulador não ama quem lhe é agradável ou lhe faz o bem, mas a quem precisa ser cuidado.
São pessoas que repartem o holofote. Naquele processo de multiplicação de pães e peixes, o Senhor poderia ter feito tudo sozinho, mas preferiu envolver os seus discípulos no trabalho e assim colocar a luz do holofote sobre eles. O verdadeiro discipulador envolve outras pessoas no processo. Os discípulos fizeram pesquisa de campo para saber, no meio da multidão quem tinha alguma coisa para comer. Depois criaram uma dinâmica para dividir aquelas milhares de pessoas em pequenos grupos e os fizeram assentar-se. Ainda vestiram-se de garçons e passaram a servir os grupos, tendo o cuidado de ao final da refeição, recolher a sobra de alimento. Ao jogar o foco das atenções sobre os discípulos, Jesus os transformou em protagonistas e com isso criou vínculo entre eles e a multidão. Eles se tornaram importantes e conhecidos e, provavelmente, lá no Pentecostes as pessoas falavam entre si sobre Pedro e diziam: “esse que está pregando deu pão para a gente”. Essa atitude demonstra a necessidade de gerar uma corrente no discipulado, onde um elo se liga a outro:
“E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros”. (II Timóteo 2.2)
O resumo de tudo que foi dito é: Se você quiser ser discipulador não pode ser egoísta e precisa fazer mais do que o esperado para ajudar pessoas. Deve alimentar seu interior com a compaixão pelos outros e esquecer si mesmo, confiando suas próprias necessidades aos cuidados de Deus, e ainda, quando tudo der certo precisa repartir o holofote com outros eventuais discipuladores, gerando uma corrente que alcance várias gerações.

Pr Joel Stevanatto
pjstevanatto@gmail.com
www.joelstyevanatto.com.br




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