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Semana 05 Para ser discípulo é preciso se ver como discípulo!

Semana 05 Para ser discípulo é preciso se ver como discípulo!

A ESSÊNCIA DO DISCÍPULO!
Para ser discípulo é preciso se ver como discípulo!
O discipulado é uma longa experiência desenvolvida num processo construído por meio de discipuladores que ensinam as palavras de Jesus, e eles mesmos são discípulos que discipulam discípulos. No computo atual, vamos observar o DNA do discípulo – lembre-se que na corrente do discipulado todos são discípulos. Tomamos como base o texto da multiplicação de pães e peixes, descrito em Lucas 5.1-11. Mas antes de conceituar a essência do discípulo é preciso assimilar que o processo é desgastante e alimenta-se por três fatores: As experiências comuns, os atritos da convivência e a aplicação dos conceitos da Palavra de Deus numa e noutra.
As experiências comuns da vida - Qualquer material impresso, por melhor que seja, jamais poderá substituir a convivência e as experiências vividas em conjunto pelo discípulo e discipulador.  O exemplo de Jesus indica que Ele escolheu homens para andarem com Ele e o melhor processo de discipulado vivido pela igreja tinha como característica os discípulos estarem juntos e terem tudo em comum. Os tempos modernos exigem uma adaptação, mas quando essa modelagem limita o processo a um encontro periódico de uma hora, a essência do todo fica prejudicada.  O discípulo precisa conviver com o discipulador, para que esse, na observação dos fatos e circunstâncias, identifique possibilidades para modelagem do caráter pela aplicação dos conceitos da Palavra de Deus. Jesus escolheu doze para estarem com Ele (Marcos 3.14). Os discípulos andavam com Jesus e viviam as mesmas situações que Ele vivia e esse era o pano de fundo para o processo de modelação do caráter daqueles homens: Eles iam aos enterros juntos (Lucas 7.11); viajavam juntos (Lucas 8.1); visitavam amigos juntos (Lucas 10.38), enfim, viviam todo tipo de experiências em comum.
Os atritos da convivência - A convivência gera desgaste na medida em que as partes envolvidas no relacionamento tornam-se transparentes, então surgem crises. Os atritos que fora do processo de discipulado servem de elemento detonador para inimizades, quando dentro do discipulado são vistos como possibilidade de ministração da Palavra de Deus. Lembre-se que o discípulo admira, respeita e obedece aquele que lhe vai ministrar durante a crise. Normalmente, os atritos surgem devido à divergência de visão do discípulo em relação ao discipulador. Enquanto o segundo possui uma visão aguçada e madura das coisas e situações, o primeiro vê na ótica dos seus interesses e conceitos pessoais, e como o discípulo nunca é maior do que o mestre, então prevalece o que o discipulador vê (é preciso admiração, respeito e obediência para aceitar tal fato). Vejamos em Lucas, algumas passagens bíblicas de contraste na ótica de Jesus e dos seus discípulos:

-Diante do medo pelas circunstâncias contrárias (tempestade), Jesus os repreende pela falta de fé (8.23-25). 
-Diante da fuga devido às dificuldades, Jesus indicou que eles deveriam buscar soluções por meio do serviço: “... Dai-lhe vós de comer...” (9.12-13).
-Diante do desinteresse pelos necessitados que estavam embaixo da montanha, Jesus corrigiu a Pedro apenas com o silêncio e a ação de descer da montanha e atender aos necessitados (9.33).
-Diante da ânsia pelo poder expressa por uma discussão sobre quem é maior e a exclusividade de ações ministeriais, Jesus os corrige com o exemplo de uma criança e pela inclusão ministerial (9.46-50).
-Diante da tentativa dos discípulos de resolveram as coisas pela força bruta, quando houve indiferença do povo, Jesus os repreendeu indicando a necessidade de conhecerem sua identidade (9.51-55).
-Diante da empolgação pelos resultados ministeriais - expulsar demônios e curar doentes - Jesus os adverte sobre a importância de motivações corretas - nome no livro da vida (10.17-20).
A aplicação dos conceitos da Palavra de Deus nas experiências e atritos - Faz parte do processo a mente do discipulador sempre estar pensando sobre o que Deus pensa a respeito de cada situação de atrito vivenciada. É importante haver uma base conceitual dos valores da Palavra de Deus, tanto na mente do discipulador como do discípulo. Sem a Palavra de Deus, não existe discipulado, mas não podemos confundir informação com formação. O simples estudo da Bíblia, feita por um Mestre a alunos, municia de conhecimento aquele que se propõe a aprender, já o discipulado só é bem sucedido quando o discípulo assimila na prática do dia a dia os conceitos bíblicos. O discipulado materializa a Palavra de Deus na vida do discípulo. Quanto a Jesus e seus discípulos, num primeiro momento eles apenas estavam junto com Jesus e através do sermão do monte lhes foi passado uma base sólida de informações dos conceitos de Deus (Capítulos 5, 5 e 7 do evangelho de Mateus). Nesse processo, quem não é discípulo vê, mas não enxerga; ouve, mas não entende a Palavra de Deus (Isaías 6.9).
Não podemos confundir o ouvir a Palavra de Deus com discipulado. “... uma multidão o comprimia de todos os lados para ouvir a Palavra de Deus” (Vs.01). A multidão ouve a Palavra de Deus, mas os discípulos a observam para obedecer. Tem pessoas que ouvem e gostam de ouvir a Palavra de Deus, dão brados de louvor mediante a exposição da Palavra e possuem ar de admiração pela exposição bíblica, todavia os discípulos atentam e absorvem os conceitos e valores bíblicos, tornando-os práticos em seus posicionamentos do dia a dia. Numa analogia com o processo de alimentação humana, diria que a multidão degusta e o discípulo digere a Palavra de Deus. Isso significa que enquanto um sente o prazer (paladar) oferecido pela Palavra, o outro a incorpora em seu ser pelo processo da digestão, tornando-a parte de si. 
O discipulado nasce de uma admiração do discípulo pelo discipulador. “... Mestre...”. A primeira palavra dirigida por Pedro, o primeiro a ser escolhido como discípulo, a Jesus, foi a expressão de admiração que somente um rabino exercia sobre o povo judeu: Mestre. Antes de qualquer relacionamento próximo, Pedro já reconhecia Jesus como um Mestre e o tratava como tal. Você não pode ser discipulado por alguém que não admire e nem pode discipular alguém que não o admire. A admiração gera respeito, o qual é essencial no relacionamento discípulo-discipulador, por isso tome cuidado para não perder o respeito devido à intimidade entre discípulo e discipulador que o processo desencadeia. Foi Jesus que escolheu a Pedro, mas o fez porque identificou nele a admiração que produzia um respeito e isso é crucial para o próximo passo do discipulado: a obediência.
É fácil obedecer a quem admiramos e respeitamos. “... mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes (obedecer)” (Vs.05). O discipulado exige do discípulo uma disposição de obedecer incondicionalmente, mesmo quando não quer ou não entende que é o melhor a fazer. Pedro e seus companheiros haviam feito tudo certo durante toda a noite para obter êxito na pescaria proposta, mas não obtiveram sucesso. Jesus ordena que voltem a pescar (na hora e da maneira errada do ponto de vista dos especialistas de pesca daquela época) e Pedro diz que não faria isso, se fosse qualquer outra pessoa que o mandasse fazer, mas como era o Mestre... Voltou a pescar em alto-mar.
Ser discipulado precisa ser prioridade na agenda. “Eles... deixaram tudo e o seguiram” (Vs. 11). Para o verdadeiro discípulo, nada é mais significativo e importante do que ser discipulado. Nenhum ministério na igreja, ocupação secular ou lazer ocupa o lugar do discipulado, antes esse é prioridade. Haviam de seis a oito homens naqueles dois barcos e apenas três deles se tornaram discípulos de Cristo. Todos participaram da mesma experiência, conheciam a fama de Jesus e colheram os mesmos resultados da obediência, mas apenas três foram escolhidos. Talvez os demais não admirassem e respeitassem Jesus suficientemente, para deixarem tudo e o seguirem. Não escolha para ser seu discípulo pessoas que não o admirem, o respeitem e obedeçam, a ponto de valorizarem o discipulado acima de qualquer outra ocupação.
Portanto, o discípulo é aquele que por admirar e respeitar o Mestre se dispõe a obedecer aos valores e conceitos ministrados da Palavra de Deus, diante dos atritos produzidos pelas experiências comuns da convivência.

Pr Joel Stevanatto

pjstevanatto@gmail.com

www.joelstevanatto.com.br




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