Matérias - Semana 04 A matéria-prima do relacionamento entre discípulo e discipulador: | OBPC Mandaqui


Semana 04 A matéria-prima do relacionamento entre discípulo e discipulador:

Semana 04 A matéria-prima do relacionamento entre discípulo e discipulador:

A ESSÊNCIA DO DISCIPULADO!
A matéria-prima do relacionamento entre discípulo e discipulador:


    O texto bíblico básico e primordial para o discipulado está registrado em Mateus 28.18-20 e faz parte da grande comissão outorgada por Jesus aos seus discípulos, que o acompanhavam diariamente em suas peregrinações, assim como aos discípulos gerados a partir deles em todos os tempos e lugares. Lá temos uma ordem imperativa e as nuances do processo para obediência dessa ordem, e isso nos limita em termos de o que fazer e como fazer. Jesus é enfático:
“Então, Jesus aproximou-se deles e disse: Foi-me dada toda autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. (Mateus 28.18-20)
Discipular é uma ordem imperativa não obedecida por pessoas acomodadas. “Vão e façam...” (Vs. 19). Não é um dom específico, nem uma oportunidade ou possibilidade de serviço dentre outras, mas é o serviço dos discípulos. Depois da ressurreição, o Senhor não faz uma lista enorme de atribuições aos discípulos para darem continuidade ao que Ele começou, apenas diz para evangelizar não crentes e discipular crentes. A ordem indica que pessoas acomodadas não discipulam, pois o trabalho exige ir e fazer, ou seja, dois verbos de ação que promovem desgaste e esforço, daí a obediência impõe a necessidade de procurar a quem discipular e ter ferramentas para desenvolver o processo (não fazemos do nada, mas a partir de algo). 
Discipular implica antes em ser discípulo. “... Jesus aproximou-se deles e disse...” (Vs. 18). Jesus deu a comissão aos onze discípulos que eram mais próximos Dele (ver Vs.16) e não à multidão de seguidores, nem mesmo aos chamados discípulos distantes – aqueles que assimilavam seus ensinos, mas não andavam com Ele. Reproduzimos o que somos, e quando pessoas que não tem um caráter como o caráter de Cristo, se dispõem a ensinar outros, geram deformações e, como numa corrente, cada nova deformação de discípulo faz uma nova deformação de discípulo, então surgem deformações cada vez maiores, a ponto de que atualmente existam alguns monstros que se chamam e são chamados de discípulos, mas em nada parecem com Jesus, e isso é a causa de termos tantos problemas e escândalos no meio evangélico. Portanto, para fazermos pessoas serem parecidas com Cristo é necessário que sejamos iguais a Ele ou seremos e faremos Franksteins da fé!
Discipular é uma imersão na trindade. “... batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo...” (Vs.19). Batizar é imergir, aprofundar e cobrir-se ou ser coberto. Esse conceito indica que a formatação do nosso caráter ao caráter de Cristo, indica uma nulidade do Eu, a ponto de nos aprofundarmos nos conceitos de Cristo até que o nosso Eu seja coberto e deixe de aparecer. Existem atributos divinos que são repartíveis com as pessoas que são batizadas, e é na medida em que esses atributos tornam-se notórios na vida de alguém, que podemos dizer que aquela pessoa foi imersa, se aprofundou no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Você passa a ser discípulo de Cristo quando é envolto pela Sabedoria, Santidade, Amor, Bondade, Benignidade e outros atributos repartíveis de Deus.
A ferramenta do discipulado são os ensinamentos de Jesus. “Ensinando-as a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei...” (Vs. 20). Embora use a NVI, gosto de outra tradução (Almeida) que usa a palavra observar no lugar de obedecer, pois observar é olhar atentamente e se envolver em obediência ao que se observou. Muitos usam de maneira inadequada a palavra discipular, pois fazem confusão entre discipular e treinar, até porque ambas as ações implicam em ensinar, mas o que diferencia uma da outra é a matéria-prima do ensinamento a ser transmitido. Quando alguém está ensinando habilidades e oferecendo capacitações, essa pessoa está treinando outra pessoa a fazer o que ela faz, mas quando estamos formando o caráter de alguém, estamos ensinando tal pessoa a ser o que somos. Jesus não mandou treinar ninguém, antes disse para discipular convertidos. Ele não passou a mensagem de que devemos ensinar pessoas a terem as habilidades que temos (ou que Ele tem), antes disse que precisamos ensinar pessoas a serem como Ele é. Um músico ensina outra pessoa a tocar instrumentos, um diácono pode ensinar alguém a servir como diácono, um pregador ensina a pregar... Todavia, tocar instrumentos, servir ou pregar não faz ninguém ser parecido com Jesus. Discipular é moldar o caráter de alguém ao caráter de Cristo, ensinar alguém a ser como Cristo, é tornar tal pessoa parecida com Cristo. 
Quais são os ensinamentos de Jesus? Não seria errado dizer que toda Escritura Sagrada é composta pelos ensinamentos de Jesus, todavia assimilar as palavras ditas pelo Mestre nos Evangelhos torna-se uma tarefa mais prática e contundente no processo didático do discipulado. Acredito que o ponto de partida é o sermão do monte, nos capítulos 5, 6 e 7 do evangelho de Mateus, onde existe um resumo de todos os ensinamentos de Jesus, por isso o material complementar usado no DUAU é a análise e estudo do sermão do monte.
Discipular envolve ação sobrenatural. “... Foi-me dada toda autoridade nos céus e na terra” (Vs. 18). Quando trabalhamos para formatar o caráter humano ao caráter divino, compramos uma guerra feia contra as hostes espirituais do mal, pois estamos querendo fazer pequenos Cristos – esse é o sentido literal da palavra cristão. Se o Diabo entra em parafuso quando é mencionado o nome de Cristo, imagine o que acontece com ele quando sabe que estão sendo formados pequenos Cristos? É lógico que ele vai ficar perturbado e lutar contra esse processo, daí Jesus autentica a funcionalidade do discipulado pela sua autoridade nos céus e na terra. Quando somos discípulos e estamos discipulando, o fazemos debaixo da autoridade dada por Jesus, e somente isso é capaz de frear a resistência maligna imposta contra o discipulado. Lembre-se que quando você está dentro do processo (sendo discipulado e discipulando) o Diabo vai se levantar contra sua vida e a única maneira de vencê-lo é estar debaixo da autoridade de Jesus.
O processo do discipulado é garantia de proteção divina. “... E eu estarei sempre com vocês...” (Vs.20). Se é perigoso viver sem a proteção divina, imagine o tamanho do risco quando pretendemos ser discípulo e discipular? A Bíblia afirma que, se o inimigo pudesse teria nos engolido vivos, e ele não pode porque existe uma resistência às suas intenções. Essa resistência não é feita mediante fatores naturais, como habilidades, conhecimento ou experiência, antes é a presença daquele que tem toda autoridade nos céus e na terra, que inibe a ação maligna. A maior alegria e motivação no processo de discipulado é ter a sensação da presença de Jesus em nossa vida, aconteça o que acontecer. Jesus não disse que estaria com todos os crentes, em todos os lugares e sob quaisquer circunstâncias, antes impôs condições para estar perto de nós. A Josué, Jesus disse que estaria sempre com ele desde que ele fosse forte, corajoso e guardasse a sua palavra, no salmo, Ele diz que está perto de quem o invoca com sinceridade e aos discípulos em processo de discipulado, Ele garante a sua presença.

Pr Joel Stevanatto
pjstevanatto@gmail.com




Voltar





https://www.embed-map.com

Copyright Grupo Alphanet Hosting @ 2018


  • Facebook
  • Twitter
  • Google +
  • Youtube