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Semana 03 A ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO É SERVIR!

Semana 03 A ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO É SERVIR!

A ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO É SERVIR!
A plataforma para ser um discipulador:

A principal estratégia de Satanás na batalha espiritual é cegar o entendimento das pessoas, tornando-as entorpecidas quanto às verdades espirituais. A pessoa cegada no entendimento fica encantada, abobalhada e mesmo estando sentada na igreja, ela fica olhando para o pregador, mas sua mente e seu coração não funcionam em torno do que está sendo dito, ela não tem interesse real pelo ensinamento. Seu corpo está ali, mas sua mente está longe e as verdades espirituais não tem importância para ela! Jesus cita ao profeta Isaías e declara que elas têm olhos, mas não veem, tem ouvidos, mas não ouvem.
A pessoa cegada no entendimento perde a essência do cristianismo. O Evangelho de Cristo é uma mesa farta e quando colocados diante dela precisamos optar entre sentarmo-nos e servirmo-nos ou colocarmos o avental e passarmos a servir outros. Alguém encantado torna-se egoísta e concentra sua vida em torno de servir suas próprias paixões e apetites. O egoísta centra a vida em torno de si mesmo e, consequentemente, deixa de servir! 
O cristianismo implica em servir a Deus e as pessoas. Jesus disse aos seus discípulos que ele veio para servir, já o apóstolo Paulo se diz imitador de Cristo e nos chama para sermos seus imitadores. Quem serve a Deus, serve pessoas, pois o interesse divino está voltado para as pessoas. Deus quer os perdidos salvos e os salvos conformados à Jesus Cristo em seu caráter, na forma de ser e agir. Se você perguntar a Deus o que Ele quer que você faça, certamente a resposta vai indicar para cuidar de pessoas. Deus não precisa da qualidade do nosso louvor, afinal miríades de anjos o louvam sem cessar; Ele não carece das nossas orações, pois conhece tudo que precisamos e queremos, antes mesmo de expressarmos em palavras, e nem do culto que oferecemos – nós é que precisamos cultuar, pois fomos criados para adorar e se não adorarmos a Deus, adoraremos outras pessoas e coisas (artistas, atletas, dinheiro, a nós mesmos). Todavia, o Senhor decidiu precisar do nosso serviço. Deus precisa de você para evangelizar não crentes e para discipular crentes!
Discipular é tarefa humana gabaritada pelo Espírito Santo. Atos 2.18, diz que: “Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão”, está declarado que a condição básica para ser discipulador é ser servo, pois sem o Espírito Santo não podemos entender e nem fazer a vontade de Deus, e é sobre os servos que o Espírito é derramado. Atos 1.8, diz que o Espírito é capacitador, pois os discípulos deveriam ficar quietos em Jerusalém até receberem o Espírito, só então poderiam cumprir a missão. Também é Ele quem nos capacita através de dons, os quais são dados para servir. Veja I Pedro 4.10: “Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas”. Por fim, a Palavra afirma que quem não tem o Espírito não é de Deus (Romanos 8.9).
II Reis 5, narra a história de uma moça que servia, a despeito de seus conflitos e problemas particulares. Ali temos alguns conceitos importantes sobre o serviço cristão:
A menina sem nome observava a necessidade dos outros e servia, pois não focava em seus conflitos – “Tropas da Síria haviam atacado a Israel e levado cativa uma menina, que passou a servir a mulher de Naamã” (Vs.02). Ao ser afastada das pessoas de sua afeição, da sua cultura e da sua terra, ela foi desrespeitada em seus sonhos e humilhada em sua dignidade, contudo percebeu e se importou com a necessidade de seu opressor, que era um homem leproso. No dia a dia ela servia a mulher de Naamã, e isso podia ser tido como um ato não opcional, porém indicar um caminho para a cura de Naamã transcendia qualquer obrigação de um escravo. Uma pessoa comum estaria envolta pela revolta e cheia de mágoas, mas essa moça anônima observava as necessidades das pessoas e independentemente de quem eram e do que tinham feito, procurava servi-las. Ela não era centrada em si mesmo, e por isso indicou o caminho da cura para Naamã – era o que ela podia fazer para servir!
A menina sem nome tinha em sua boca uma palavra para abençoar, pois não focava em seus conflitos – “Um dia ela disse a sua senhora: - Se o meu senhor procurasse o profeta que está em Samaria, ele o curaria da lepra” (Vs.03). Ela indicou o caminho para a cura do seu opressor porque a boca fala do que o coração está cheio – certamente ela não tinha um coração amargurado – e cada um dá o que tem de melhor. Ela tinha o desejo de servir e servir implicava em fazer o que ela podia, ou seja, indicar um caminho para a solução do problema, certamente, se ela soubesse curar teria curado Naamã. A Palavra que abençoa é aquela que dá direção ao perdido, consolo ao angustiado, cura ao ferido, correção ao errado e amor ao desprezado. Lembre-se que palavras são potencialmente ferramentas poderosas para o bem ou para o mal, dependendo da essência delas. Com palavras você constrói ou destrói pessoas e destinos, e como a boca fala do que o coração está cheio, então trabalhe cuidadosamente com a qualidade do que alimenta o seu coração.
Noutro texto bíblico, temos conceitos doutrinários sobre a necessidade de estarmos prontos para servir, e isso indica preparação. Vejamos Lucas 12.35-47:
Servir não é comportamento intuitivo, natural... Antes é fruto de determinação e disciplina pessoal – “Estejam prontos para servir...” (Vs.35). Se você é daquele tipo de pessoa que faz o que sente e gosta, então lhe adianto que o seu coração não é um coração de servo e que você não está apto a ser e nem a fazer discípulos. Você é egoísta – não se ofenda porque naturalmente eu também sou, e todas as pessoas o são. Estar pronto para servir implica em substituir nossa natureza carnal pela espiritual, ou seja, nos contrariar naquilo que naturalmente desejamos fazer – lembre-se que queremos ser servidos! O que preciso enfatizar nesse parágrafo, é que naturalmente você não serve para servir, então o ato de servir é uma disciplina pessoal que produz a decisão de estar atento nas oportunidades de serviço que surgirem diante de você. Na verdade, às vezes, até mesmo pessoas egoístas gostam de servir em alguns momentos e de determinada maneira que lhes agrada, mas esse tipo de serviço tem característica mesquinha, pois não está concentrado no tempo e na necessidade dos outros, antes de si mesmo – é o servir para se agradar ou para reconhecimento de outras pessoas. Você serve quando atende necessidade de outras pessoas, no tempo e da forma que elas precisam.
Servir, de forma bíblica, implica em estar influenciado pela luz do Evangelho. “... conservem acesas as suas candeias” (Vs.35). Para ser um discípulo e um discipulador, além de estar atento às necessidades ao seu redor, você precisa manter uma postura de vigilância sobre o seu testemunho pessoal. O testemunho pessoal permite que você, ao perceber as necessidades, esteja gabaritado para mostrar-se como referencial aos necessitados. Alguém com a luz apagada não poderá indicar o caminho para outras pessoas, pois a dedução é que tal pessoa não conhece o caminho nem para si mesmo. Sem exemplo, os ensinamentos e ações caem num vácuo de inoperância aos olhos dos necessitados.
Servir de forma bíblica deve ser uma atividade contínua. “Feliz o servo a quem o seu senhor encontrar assim (servindo) quando voltar” (Vs. 43). Discípulos e discipuladores devem ser perseverantes no serviço, pois não servem quando estão a fim de servir, mas quando surgem as necessidades; noutras palavras podemos afirmar que eles não escolhem quando vão servir. Servir cansa devido ao desgaste do serviço, então é necessário que haja um renovar de forças para manter o campo motivacional do serviço alimentado. A vida devocional somada à perspectiva de uma recompensa promove o restabelecimento ao cansado, e Deus em sua sabedoria providenciou a melhor das motivações para continuarmos sempre servindo, essa motivação é a recompensa em forma de felicidade, pois quem serve é feliz!
Servir produz felicidade para quem serve. “Feliz o servo...” (Vs.37,38,43). É significativo que a narrativa da parábola inclui três vezes a afirmação que o servo é feliz. Um sistema egocêntrico que impera na sociedade hodierna, incute no ato de servir um peso de esforço extremo e sacrificial, desprovido de qualquer prazer, mas Jesus afirma que aquele que serve é feliz. Portanto, para servir à luz do que a Palavra de Deus afirma, é preciso espiritualizar a mente e confiar que o que Jesus diz tem mais valor do que aquilo que as pessoas afirmam e até mesmo do que sentimos ou pensamos. Na verdade, o prazer de servir é experimentado apenas por aqueles que o fazem providos das motivações corretas, os demais sentem o peso do serviço.
Não servir, implica em castigo. “Aquele servo que conhece a vontade de seu senhor e não prepara o que ele deseja, nem o realiza recebera muitos acoites” (Vs.47). Não consigo conjecturar em pleno exercício da Graça, a configuração de um Deus irado e pronto a punir as pessoas em seus deslizes, sejam grandes ou pequenos! Você pode estar se perguntando como, então explicar toda a gama de sofrimento e maldade que existe no mundo e qual o sentido do versículo que afirma que haverá uma punição para quem não serve? Na verdade, desagradar a Deus (e Deus se agrada de quem serve) implica numa decisão de viver com autonomia, tanto quanto na obediência como na proteção. Acredito que aquele que sabe o que Deus quer e não o faz, também sabe o que Deus promete, mas não o tem concretizado em sua vida. Noutras palavras, diria que a pessoa resolve se virar sozinha, ou seja, ela decide não seguir o que Deus diz ser melhor e, simultaneamente, está decidindo viver fora da proteção e das promessas divinas, está se sujeitando a ficar num mundo tão mal, dominado pelo maligno e não ter a proteção divina – isso é trazer sobre si açoites. Jesus disse que o Pai nunca o deixa sozinho porque Ele sempre faz o que lhe agrada, portanto, agradar a Deus significa ter a companhia Dele. Não espere que a vida comece o açoitar para ter a atitude de servo, antes descubra seu dom, seu talento e passe a servir.

 

Pr Joel Stevanatto

pjstevanatto@gmail.com




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